A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/08/2019
Na Grécia antiga, a cidade de Atenas tinha um governo até então desconhecido no mundo ocidental: todos os cidadãos tinham o direito de participar na política da pólis, num sistema chamado de democracia. No Brasil atual, a realidade pode muitas vezes ser diferente, especialmente com a população jovem. Nesse sentido, a noção de voto como única forma de participação política e a desacreditação dos mais novos são nocivas a uma plenitude democrática.
Segundo os filósofos contratualistas, como Thomas Hobbes e John Locke, o homem cria o Estado como seu instrumento para legislar e para administrar a sociedade. Assim, toda a autoridade do governo provém da comunidade. Com efeito, muitas vezes o poder popular se faz ouvir por meio do voto, mas nem sempre reivindicações são atendidas pela troca de representantes. Sob esse prisma, é essencial a participação dos jovens em passeatas e protestos, como forma de pressão e representação direta pelos anseios populares.
Além disso, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, um terço dos eleitores tem idades entre 16 e 33 anos. Não obstante, o jovem não é visto com seriedade no cenário político. Isso se dá pela pobre alfabetização política recebida na educação brasileira e pela enraizada permanência de antigos grupos no poder. Dessa forma, é dificultada a escolha de representantes ideais pelos jovens. Tal ideário vai de encontro aos preceitos iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade defendidos na Revolução Francesa e que influenciam hoje o funcionamento dos Estados nacionais ocidentais.
Dado o exposto, pode-se aferir a importância de ação governamental sobre o assunto. Para ampliar a consciência política pode ser montado, pelo Ministério da Educação, um programa de palestras e oficinas realizadas em escolas de nível fundamental e médio, levando conhecimento sobre a história e os aparatos da administração pública. Assim tem-se a perspectiva de um Brasil mais democrático e abrangente.