A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/08/2019

a Ditadura Militar foi marcada pela incerteza política e perseguição aos opositores. Durante esse período, o movimento juvenil tornou-se a principal forma de resistência ao regime opressor, um exemplo, é a “Passeata dos cem mil”, organizada pelo movimento estudantil. Nesse sentido, tal mobilização é essencial na busca pela participação política. Entretanto, atualmente, ainda que amparado pela liberdade de expressão e pela tecnologia, o modelo vigente ainda porta resquícios históricos negativos, os quais desestimulam os jovens a lutar por seus direitos. Sendo assim, faz-se necessário desconstruir esse legado.

Observa-se, em primeira instância, que a política não é devidamente discutida no âmbito escolar. De acordo com a pesquisa “Agenda Juventude Brasil”, 54% de jovens entrevistados, de 15 a 29 anos, consideram a política muito importante, todavia, as escolas debatem sobre o tema apenas sob o viés didático, como em disciplinas de história e filosofia, e não aprofundam o assunto, pois, além do diálogo, deve haver projetos de pesquisa, debates e outras formas de abordar assuntos políticos, já que, assim como afirma a cofundadora e educadora do projeto “Pé na escola”, Mariana Vilella, mais que passar conceitos, a preocupação deveria ser passar uma mensagem sobre o que é o pensar e o agir politicamente.

Deve-se abordar, ainda, que o fato de o governo não saber como levar a pauta política para os jovens, contribui para que eles se sintam desestimulados sobre o assunto. Sabe-se que, atualmente, por serem mais escolarizados e terem mais acesso à informações que os pais, como afirma o presidente da pesquisa Data Popular, Renato Meirelles, os jovens influenciam no voto da família e podem decidir eleições, no entanto, os partidos políticos não os tratam como prioridade, utilizando de ferramentas comunicacionais atrasadas, como o rádio, para anunciar seus projetos, visto que, esse é um aparelho pouco usado na contemporaneidade, principalmente pelos jovens. Nota-se que é de extrema importância que o governo pare de pensar no passado e passe a olhar para o futuro, onde os jovens, como principais eleitores, estão.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. É dever do Ministério da Educação, em parceria com as políticas públicas, promover, nas escolas, ações educativas, como palestras e oficinas, com o objetivo de introduzir uma compreensão da realidade social, dos direitos e a afirmação do princípio e participação política. Ademais, cabe as Organizações Governamentais, investir no uso da tecnologia e de redes sociais, como o Twitter, para promover seus projetos, com o fito de  construir um território político em direção ao reencontro com o jovem brasileiro.