A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/08/2019
Na letra da música “Como Nossos Pais”, do cantor Belchior, é possível identificar o contexto de Ditadura Militar nas décadas de 1970 e 1980 e com isso, expressa-se a força de vontade do jovem para lutar pelo seu espaço de participação ativa em decisões políticas por meio do voto. Nesse contexto de revolução, no Brasil contemporâneo, a juventude é taxada socialmente como o futuro do país porém, ocorre de que, por motivos individualistas e de negligência educacional, suas vozes sejam omitidas junto com os problemas que isso pode gerar.
A priori, quando o país enfrenta uma crise econômica em qualquer esfera social, imediatamente é associada a uma falência do modelo tradicional de participação política. Assim, segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a quantidade de adolescentes de 16 a 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é cada vez menor, reforçando ainda mais esse quadro individualista acerca da idade. Por conseguinte, devido a forma como os mais velhos assimilam a idade com falta de responsabilidades só ressalta o quanto a situação tende a se agravar, uma vez que, se na fase de desenvolvimento mental não houver um estímulo que motive o espírito revolucionário, não tem como se obter melhorias visíveis socialmente.
Ademais, é preciso levar em conta que participação ativa na política não se restringe apenas a votar. Desse modo, nas manifestações de 2013, os movimentos estudantis saíram às ruas para protestar pelos seus direitos e a repercussão dos atos foi mundialmente reconhecida mas, conforme os anos foram passando, o modelo de luta foi ficando mais parecido com o da Primavera Àrabe: tendo seu início pelas redes sociais. Entretanto, se adequando as mudanças de governos e a maneira dos mesmos de expressão popular, percebe-se que a tecnologia é crucial no processo de exercer a democracia. Contudo, a forma como o ensino não aborda de maneira compreensiva a disciplina de sociologia, visto que mesmo com a diversidades e opiniões que a sociedade tem a compartilhar, muitos jovem saem da escola intolerantes e sem senso crítico, os impede de enxergar o que a voz ativa pode agregar em suas vidas.
Portanto, é indispensável a participação do Estado na mitigação desse quadro. Desse modo, cabe ao MEC ( Ministério da Educação e Cultura) junto com parcerias público-privadas, promoverem cursos gratuitos de capacitação denominados por " O Repensar da História", por meio da abordagem de leis e maneiras de exercer os direitos em diversas para diversas áreas de trabalho e faixa etárias com objetivo de ajudar civicamente o maior número de indivíduos possíveis. Sendo assim, os jovens serão mais inclusos, não precisando se preocupar com os mesmos perigos de esquina cantados por Belchior.