A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/08/2019

Corrupção. Crise. Pouca representatividade. Não se pode negar que o atual cenário político brasileiro passa por um momento de inúmeras dificuldades. Dentro desse contexto, a não participação dos jovens na política da sociedade aumenta ainda mais a incerteza e desesperança na resolução desses problemas. Diante disso, analisar o atual panorama é fundamental para contornar a apatia política da população brasileira.

É preciso considerar, antes de tudo, a importância dos jovens na participação política. Diante disso, se faz necessário que essa geração busquem por conhecimento sobre política no país, que elas parem de ignorar o conhecimento sobre o assunto e comecem a participar mais. De acordo com o filósofo Aristóteles o homem é um animal político e, para ser feliz, ele precisaria participar ativamente da política, pois, somente assim estaria cumprindo seu papel social. Contudo, para atingir essa felicidade, o homem precisaria aliar a ética à política, tal premissa foi chamada por ele de “Eudaimonia”. Para Aristóteles, um bom político deve ser possuidor da justa medida, isto é, ele deve saber utilizar-se de suas virtudes para tomar atitudes éticas que visem o bem comum.

É necessário ressaltar, contudo, que os jovens devem analisar cada critica a corrupção no país, sendo que começa por eles mesmo. Nesse sentido, um dos aspectos que define o povo do Brasil é o seu “jeitinho brasileiro”. Tal descrição, muitas vezes é caracterizada como um elogio. Diante disso, esse conceito foi sendo enraizado e naturalizado na nossa cultura e, em consequência disso, passamos a não notar que o “Jeitinho Brasileiro” nada mais é do que pequenos atos de corrupção praticados diariamente pela população.

É fundamental, portanto, uma ação conjunta entre Mídia e Escola. A mídia através de campanhas educacionais, campanhas televisivas instrutivas instruir a população sobre os direitos e deveres do cidadão, sobre a importância do voto e da não venda deste. A escola deve instigar mais a criticidade do estudante, a sua reflexão ética e atuação na política do país.