A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/08/2019

Não é de hoje que os jovens brasileiros se reúnem e vão às ruas a fim de protestar. Na década de 80 com o movimento “diretas já” exigindo eleições diretas para presidente, e na de 90 com os “caras pintadas” exigindo o impeachment do presidente Collor. Nesse prisma, ao que tange a participação política dos jovens no Brasil, é valido ressaltar que a grande parcela desse grupo auxilia de forma ativa na politica do país, seja no processo eleitoral, como nas manifestações. Nessa conjuntura, é possível afirmar que isso é motivado por um maior interesse deles no universo da política, bem como pela maior facilidade de acesso às informações.

Em primeira instância, vale mencionar que a educação brasileira melhorou significativamente nos últimos anos, segundo os últimos censos levantados. Dentro dessa perspectiva, Alexandre Alburquerque, autor da obra “Juventude, Educação e participação política”, afirma a melhoria na educação foi fator imprescindível para que houvesse maior participação politica dos jovens. Tanto que, hodiernamente, um terço dos votos, segundo “O Estadão”, é de jovens entre 16 e 33 anos de idade, o que denota grande contribuição desse grupo na politica.

Outrossim, o acesso a informação tem sido um dos principais contribuintes para o maior participação do jovem na politica. Desse modo, as redes sociais, como Facebook e Instagram, auxiliam de maneira significativa para difusão da informação e convocação de pessoas a aderir a determinados grupos. Por exemplo, a Primavera Árabe no mundo e as manifestações de 2013 (devido ao aumento na tarifa das passagens de ônibus) no Brasil, que se difundiu e conquistou adeptos, e em poucos dias fizeram revoluções e manifestações respectivamente.

Infere-se, portanto, a necessidade de os jovens continuarem ativos na politica do Brasil, não apenas votando e participando de manifestações, mas também é preciso que haja oportunidade deles também serem votados. Afinal, eles são, no geral, mais criativos e pró-ativos, o que tende a contribuir para a melhoria da politica no país. É imprescindível também que o Legislativo crie um comitê para escutar os argumentos de jovens voluntários sobre temas discutidos no congresso, a fim de motivá-los a participarem ainda mais da politica de seu país.