A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/09/2019
Para Aristóteles, filósofo clássico, o ser humano é, antes de tudo, um ser político e social. De fato, a política permeia todos os segmentos sociais e participar dela é imprescindível a todo indivíduo que deseja exercer a sua cidadania. Entretanto, no Brasil, os jovens estão afastando-se dos assuntos públicos, seja pela cultura de periferização das massas da participação administrativa do país, seja pela ausência de educação acerca dessa esfera nas escolas.
Mormente, é inegável que a pouca participação do povo na política é problema histórico no Brasil. De fato, observa-se que há apenas cerca de cem anos mulheres e analfabetos não possuiam o direito ao voto de acordo com a primeira constituição republicana do país. Nesse contexto, apesar de o voto se estender a todos os cidadãos, muitos ainda não desenvolveram o sentimento de pertencimento da vida pública, como é o caso do jovem. Além disso, a desilusão em relação a candidatos e partidos e aos escândalos de corrupção corroboram ainda mais para esse afastamento.
Ademais, é inocente acreditar que há educação política no ensino brasileiro. Sob tal ótica, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral, a porcentagem de adolescentes que tiraram título de eleitoral 2018 é a menor desde 2002. Tal dado revela que essa população ainda não está consciente da importância do seu engajamento. Isso se deve ao pouco conhecimento sobre o papel de cada instituição pública e de seus representantes, dever que é da escola por em prática. Assim, infelizmente, sem esse conhecimento, o jovem permanece apático em relação à política.
Destarte, fica clara a necessidade de superar os obstáculos para o engajamento dos mais novos na vida pública. Urge, então, que o Ministério da Educação mobilize as escolas para incentivar os estudantes, por meio da inclusão na grade curricular de sociologia o estudo sobre política e o debate de temas relacionados em sala de aula, com a participação de especialistas, palestras e visitas às instituições de poder. Espera-se, com isso, engajar essa população a exercer a sua cidadania.