A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/09/2019

Desde a proclamação da República até o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a juventude brasileira tem sido fundamental nas mobilizações no país. Ainda que o estereótipo criado no período da ditadura militar acerca desses movimentos se perpetue, essa parcela da população torna-se protagonista no Brasil do século XXI. Desse modo, o acesso à educação e à internet são fundamentais nesse processo.

Em primeiro lugar, cabe analisar a importância dos avanços em direção à democratização do ensino superior. Consoante ao pensamento de Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, a educação é primordial para as mudanças que a sociedade precisa. De fato, nos últimos anos, ações afirmativas como as cotas, financiamento estudantil e aumento de vagas facilitaram o ingresso ao ensino superior. Logo, além de reduzir as desigualdades sociais, essas medidas possibilitam o desenvolvimento do senso crítico, o que torna a participação política dos jovens cada vez maior.

No contexto atual, a internet também amplia esse engajamento social. Isso ocorre porque ela facilita os questionamentos sobre as decisões dos governantes. Para se ter ideia, em 2013, protestos levaram milhares às ruas após o aumento da passagem do transporte público em cidades brasileiras. Na ocasião, os jovens e as redes sociais foram essenciais para maior adesão aos movimentos, que inclusive possibilitou a suspensão do reajuste em alguns locais, evidenciando a força das mobilizações.

Fica claro, portanto, que os avanços educacionais e a rede mundial de computadores são propulsores na atuação política crescente dos jovens. Desse modo, eles são os principais agentes nessas transformações. Por isso, a participação popular deve ser ampliada por meio da criação de sites que promovam petições, debates e propostas para inclusão social. Ademais, é necessário campanhas em locais públicos para atingir parte da sociedade que ainda não possui as ferramentas digitais. Espera-se com isso, que mais pessoas em processo de construção do pensamento crítico se desenvolvam e possam exercer, de fato, a cidadania.