A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2019
No conceito de Aristóteles somos um ser humano racional e animal político, a política está atrelada a nossa antropologia e desperta o o interesse epistêmico político na geração juvenil. No Brasil, ainda que pouco a participação do jovem, hodiernamente temos os resultados de movimentos em prol de qualidade nos setores público. Na contemporaneidade, é evidente que o jovem apresenta um papel de suma importância no âmbito político, o seu presente descaso gera consequências para futuras decisões políticas no país.
Em primeiro lugar, precisamos levar em consideração que há um enorme descontentamento com relação à participação pelo voto em muitas democracias pelo mundo. No Brasil, em especial, o momento de crise em diversas esferas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova disso. Essa questão, porém, é cultural: fomentada dentro de casa, com famílias que preferem ignorar o assunto a ter discussões críticas sobre o tema, e na escola, que valoriza muito o conteúdo, mas pouco prepara o aluno para a realidade do “ser cidadão”.
Em segundo plano, cabe abordar a incredulidade dos jovens diante do cenário político atual, tal situação está ligada aos escândalos ocorridos nos últimos anos como o do mensalão e de operações da lava jato. Ademais a persistência da velha política baseada em interesses privados e ideologias ultrapassadas afastam o interesse do jovem em ser participativo quanto cidadão, visto que foi divulgado pelo portal de noticias, G1.com, que 2018 obteve a menor participação de jovens votantes desde 2002. Tais fatos revelam a desilusão em uma mudança no governo do país, gerando, portanto uma acomodação politica marcada pelo desinteresse juntamente ao sentimento de ausência de representatividade. Dessa forma, o Brasil é afetado diretamente pela negligencia ao voto, prejudicando, pois, o futuro do país.
Portanto, para a orientação da população, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que detalhem a importância do comprometimento com a busca ávida por informações que estimulem um pensamento e posicionamento crítico sobre as ocorrências em sua nação. Assim, dessa maneira, urge que o Poder Executivo, através de palestras com o setor educacional e das leis com o Poder Legislativo, busque intensificar um maior diálogo entre os anseios dos jovens e seus projetos políticos que, a partir do debate, amplie o desenvolvimento de um país forte em bases democráticas.