A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/09/2019

Ao olhar para o passado, percebe-se que a constituição vigente favorece o engajamento do jovem na política, já que garante o direito ao voto à partir dos 16 anos. Contudo esse privilégio de participação política, no Brasil contemporâneo, não recebe o devido valor por parcela significativa desses jovens, seja por uma questão de desconhecimento, seja pelo comodismo das redes sociais.

Num primeiro plano, destaca-se a falta de conhecimento, dos jovens, acerca da importância de uma participação ativa no cenário político, visto que esse assunto não é abordado de forma eficiente no cotidiano desses indivíduos. Quanto a isso, ditados populares como ‘‘sobre política e religião não se discute’’ se tornam comuns e impedem que o jovem se reconheça como um animal político, como defendia o filósofo Aristóteles. Ou seja, ao invés de haver um aprofundamento do conhecimento político para a juventude, o que há são desculpas para não tocarem nesse assunto. Nesse sentido, é indubitável afirmar que o papel da escola, como precursora do conhecimento político, é imprescindível, pois ela é a principal instituição responsável pela formação intelectual dos indivíduos.

Outrossim, vale ressaltar o fato das redes sociais oferecerem possibilidades para organização de manifestações, de disseminação de ideias e debates políticos; contudo o comodismo acaba sendo inerente à ela e compromete o sucesso da participação política, uma vez que é a manifestação física que altera o cenário indesejado. Isso é visto na Primavera Árabe, em que a organização de inúmeros jovens, pelas redes sociais, foram para as ruas e conseguiram derrubar as ditaduras vigentes. Isto é, as redes sociais possibilitam uma relevante participação política, mas para isso precisam sair das telas dos computadores e celulares e irem para ruas. Logo, incentivos para que os jovens não fiquem apenas no espaço virtual, para que saiam as ruas são necessários, porque essa participação física é se não somente, a mais eficaz.

Destarte, é preciso que o Ministério da Educação insira na grade escolar, como obrigatório, aulas de conhecimento político em todas as escolas desde o ensino fundamental, com o intuito de despertar o interesse, através do conhecimento, pela participação política. Além disso, cabe a mídia brasileira incentivar a população, com propagandas que mostrem acontecimentos que tiveram vitória com manifestações físicas, a irem para as ruas, usufruir dos seus direitos e se comportarem como verdadeiros animais políticos.