A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/09/2019

Na década de 80, os jovens brasileiros de 16 e 17 anos conseguiram garantir o direito do voto. Apesar de uma grande conquista para a juventude ainda é muito pequena a participação desses indivíduos nas questões voltadas sobre a governança do estado ou do país. Esse quadro existente até os dias atuais se deve aos altos índices de corrupção como também a uma precária educação política.

A princípio, vale ressaltar, que embora sejam atos cometidos desde a antiguidade, tanto as fraudes, como as adulterações e o favorecimento ilícito desses governantes no poder, só tem aumentado a insegurança e o descredito sobre os mesmos. Sob esse viés, podemos destacar o pensamento do filósofo John Locke, que diz que o cidadão pode se opor ao governo se ele não cumprir sua função, como foi caso do impeachment de Fernando Collor, acusado de desvios financeiros e corrupção. De uma maneira geral é preciso que essa jovem população, com grande voz ativa e sede de mudança permaneça atenta a todos os passos da política brasileira.

Por outro lado, o pouco incentivo a educação política para essa faixa etária tem criado uma considerável quantidade de indivíduos desinteressados, acomodados e muitas vezes sem conhecimento algum sobre as leis, direitos e deveres e a atuação do governo no país. Segundo Rousseau o homem não deve ser súdito, mais cidadão ativo na sociedade, integrado e participativo. Dessa maneira é preciso que o jovem tenha uma maior interação com o governo, com as atividades desenvolvidas e consequentemente com as decisões tomadas.

Assim sendo, é necessário uma maior fiscalização do legislativo e  dos órgãos  governamentais por parte do ministério público em parceria com a população, a fim de coibir e regredir atuais e futuras  fraudes; como também que o governo promova a criação de um cronograma anual escolar educativo sobre política, instruindo e educando os futuros governantes participantes da vida política.