A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/09/2019
Movimentos estudantis, em junho de 1968, no Rio de Janeiro, organizaram um protesto contra a ditadura, foram às ruas apesar da enorme repressão em busca de um país livre e democrático. Atualmente, o Brasil é um país democrático e com o passar dos anos a sociedade aderiu-se a tecnologia, o que fez mudar muita coisa já que os protestos e reivindicações passaram a ser feito pelas mídias sociais, os jovens não lutam com o mesmo fervor de antigamente, pela desilusão com a política, falta de informação e descrença dos mais velhos para com a nova geração.
A priori, o fato de as mídias sociais terem tomado grande espaço não é a real preocupação já que debates de assuntos muito importantes, como por exemplo; feminismo e homofobia, vieram à tona, através das redes sociais, ou seja, é gerado um grande engajamento e consequentemente um empoderamento dos cyberativistas. A realidade é que por conta das juventudes estarem descrentes com o cenário político atual, por uma série de razões, principalmente os escândalos de corrupção, não conseguem viver nem que seja na imaginação uma utopia e lutar por ela. O caráter revolucionário ainda está presente na contemporaneidade, mas ofuscado pela desilusão.
A posteriori, o assunto politica ainda é visto como tabu e por conta disso, é pouco discutido na escola, gerando uma desinformação até mesmo com a estrutura do governo, com isso é complexo que se tenha o conhecimento necessário para lutar e enxergar as dificuldades da nação. Além disso, os adultos e idosos de hoje não incentivam os adolescentes a serem realmente o futuro da nação, disseminam que eles não entendem sobre nada, mas também, não encontram caminhos para instruí-los a lutar no presente para que possam mudar o futuro que está por vir.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação (MEC) deve instituir na grade curricular desde o ensino fundamental, aulas interativas de filosofia/sociologia e a criação de grêmios estudantis, oferecendo oportunidades para o crescimento intelectual por meio de debates, para que aprendam desde cedo que a opinião do outro é tão importante quanto questionar e entender diversos assuntos. Adultos e idosos que são mais experientes devem conversar sobre o país estimulando a participação política da nova geração. A juventude da Era digital pode utilizar a tecnologia a seu favor, propagando informações e organizando protestos com grupos de diversos lugares, como diz o cantor Rappa em uma de suas músicas “Vem pra rua, que a rua é a maior arquibancada do Brasil”.