A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/09/2019
Os jovens e a política
Atualmente, o Brasil enfrenta um grave problema, que é a baixa participação juvenil na política. Os jovens estão cada vez mais interligados com a tecnologia e acabam, muitas das vezes, por não formarem um senso crítico. Ademais, esses estão presos em uma bolha social, em que só é mostrado um ponto de vista, já que a mídia, normalmente, mostra sites e vídeos que tenham um único conceito. Outro fator é a baixa participação desses em manifestações nas ruas, já que eles acreditam que os abaixo-assinados fazem a diferença. Portanto, vê-se que a parcela juvenil possui pouca representação na política.
Sobre esse viés, percebe-se que os jovens se encontram afastados da política, uma vez que eles, em sua maioria, não se interessam pela política e não desenvolvem conhecimentos para terem uma opinião própria. Essas pessoas estão dentro de uma bolha social, que faz com que elas só vejam um lado do assunto, pois a tecnologia tende a exibir assuntos de mesma ideia que a do usuário. Um exemplo seria o “Youtube”, aplicativo que mostra vídeos de temas iguais a um vídeo que o usuário tenha assistido, assim esse só vê vídeos de mesma ideologia e acaba por se fechar para as outras opiniões.
Outro aspecto relevante é o uso da tecnologia para manifestação. Na contemporaneidade, existe um número alto de abaixo-assinados virtuais e de manifestações online, que, em consequência, diminuem os números de manifestantes que vão às ruas. A população mais jovem não tem interesse em ir às manifestações de ruas; para a maioria assinar um abaixo-assinado é mais útil e vantajoso. Ou seja, os jovens presumem que só as suas assinaturas em um abaixo-assinado é o suficiente para mudar algo e assim não há razões para ir às ruas. Porém, estudos da revista “Época” mostram que a revolta online não é muito impactante.
Logo, enxerga-se a necessidade de incluir os jovens no meio político, para tal precisa-se de medidas da escola e da população. A escola deve incentivar os adolescentes a terem mais conhecimentos e a tomarem escolhas políticas, por meio de trabalhos escolares e palestras. Além disso, a população deve usar a tecnologia para organizar e expandir o manifesto de rua, para isso seria feito correntes e compartilhamentos de informações, para que assim haja um número amplo de pessoas nas ruas. Com essas duas medidas, as pessoas seriam mais aptas politicamente para tomarem escolhas para um Brasil melhor.