A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/10/2019

A participação política envolve a possibilidade de influenciar de forma efetiva as políticas locais, regionais, nacionais e internacionais. Na contemporaneidade, verifica-se que o jovem brasileiro não apresenta uma educação política na qual possa se assentar, visto que, em 2019, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 23,8% da população com 16 e 17 anos são eleitores, exprimindo assim, uma omissão na atuação política.

Os anos entre 1967 até 1974 ficaram conhecidos como Anos de Chumbo, devido a maior repressão ocorrida no país durante a Ditatura Militar Brasileira. À vista disso, os estudantes se uniram e promoveram diversas manifestações radicais, com a intenção de destoar o regime vigente, ainda que os atos não tivessem sido o suficiente, era possível notar a importância da causa para aqueles jovens. Diferentemente do contexto atual com o reduzido número de cadastro eleitoral, revelando a falta de representatividade desse público na questão política.

Outro fator importante reside no fato de que a coletividade juvenil é estruturada pelo desconhecimento em saber as diversas formas de exercer a cidadania. Os mecanismos de atuação são variados, podendo ser executado com o acompanhamento de portais de transferência do município, outra maneira é provocar ações ativistas, com o fito de participar de decisões públicas. Desse modo, a juventude se agregará as transformações políticas de forma autêntica e genuína.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições escolares devem implementar uma abordagem da questão política fora do senso comum, mostrando a diversidade de formas de participação política e salientando o histórico de participações da juventude nos grandes eventos nacionais, por meio de aulas e seminários, para que possa despertar o desejo mudança e aprimorar a educação política dos estudantes. Só então a sociedade promoverá a presença de todos na política.