A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/09/2019

Os jovens da geração Y ficaram marcados pelo máximo engajamento no âmbito político, a exemplo disso, o movimento caras pintadas, na qual estes saíram as ruas com o rosto colorido de preto representando “luto” pelo país, após denúncias de corrupção ao presidente Fernando Collor. Hodiernamente, a participação política dos adolescentes está gradativamente menor, à medida que com o ápice da globalização intensifica-se a padronização cultural e submete estes a uma geração hedonista.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que, a indústria cultural universalizou com o advento da Terceira Revolução Industrial e, segundo os pensadores da Escola de Frankfurt, ela massifica o comportamento e as ideias ao passo que controla os meios de comunicações e se submete aos interesses dos patrocinadores e do Estado. Em vista disso, a juventude dos brasileiros está cada vez mais condicionada à padrões sociais de busca por realização profissional e financeira como forma de adquirir felicidade, reflexo disso, as grandes concorrências para o ingresso no ensino superior. Com efeito, tal padronização tornam-os seres estáticos, ou seja, insentos de senso crítico para verberar decisões políticas e sociais; diminuindo sua participação e presos ao que Immanuel Kant denominaria de menoridade, isto é, entendimento individual guiado por outrem.

Não obstante, consoante ao pensamento da Filósofa Hanna Arendt : " A massa sem identidade torna-se gradualmente mais hostis à política e ao espaço público " . Nessa perspectiva, quando o direcionamento da indústria cultural não é para a obsessão na ascensão social, é para a cultura do entretenimento. Assim, os jovens modernos ficam submetidos a distrações como vídeo games, redes sociais e produtos tecnológicos, perdendo sua identidade crítica. Dessa forma, distanciam-se da realidade da geração Y ,  presente nas questões sociais e políticas, e aproximam-se de uma sociedade voltada para o prazer, ou seja, hedonista.

Em síntese, é tácito que instituições sociais condicionam a participação dos jovens na política brasileira. Portanto, cabe ao Poder executivo, por meio do Ministério da Educação (MEC), implementar nos parâmetros curriculares nacionais (PCNs) - na matéria de sociologia - o subtópico " Mortificação da cidadania " , de modo a abordar nas escolas como os padrões culturais promovem a obsolescência do indivíduo no âmbito político e nas decisões sociais que afetam os interesses pessoais e coletivos; a fim de que os jovens sabendo da problemática possam empenhar-se na política e libertar-se de qualquer padrão social, de forma a atingir a maioridade descrita por Kant como a autonomia do pensamento e das ações.