A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/10/2019

O movimento das “Diretas já” teve como objetivo a retomada das eleições diretas no Brasil diante do golpe militar de 1964. As manifestações levaram milhares de brasileiros pelas ruas, dentre eles os jovens, a  lutar pelo direito ao voto. Na contemporaneidade, é possível ver jovens engajados na política, no entanto a grande maioria é descrente devido a falta de representação no cenário atual.

Mormente, é notório que a população de menor idade é engajada, principalmente nas redes sociais, a fazer reivindicações pelos seus direitos. Diante disso, o cyberativismo, forma de ativismo online, tem se tornado de extrema importância para  aqueles que querem fazer parte da política, porém sem sair de casa. Apesar de que, as redes sociais têm se tornado de extrema importância para coordenação de ações físicas, feitas na grande maioria por lideranças jovens, como quando ocorreu nas manifestações de junho de 2013 em prol da saúde, transporte e serviços públicos.

Em segundo plano, grande parte dos jovens ainda evita participar da política ativamente,seja pela descrença no cenário atual ou pela desinformação do assunto em questão. Consoante a isso, Aristóteles, filósofo grego, diz que todo homem é um ser político, entende-se que mesmo o cidadão que não queira participar da política de maneira prática, ela está presente em diversas ações do seu dia, visto que é de interesse de todos. Contudo, o que também dificulta a entrada de jovens nesse meio é falta de oportunidade, pois os partidos presentes no Brasil optam por líderes de maior idade e que tenham grande apelo popular em busca de mais votos e consequentemente maior força na câmara e senado.

Urge, portanto, medidas para reverter a falta de jovens na política brasileira. Faz-se necessário que os deputados, que detêm o poder legislativo, criem uma lei que garanta cotas para a entrada de jovens nos partidos políticos, para que desta forma haja uma maior participação dessa classe nas decisões necessárias ao país. Ademais, é necessário que as escolas criem projetos como o Grêmio estudantil,realização de eleições onde os alunos escolhem estudantes para serem líderes e cobrando por seus direitos, dessa forma os jovens poderiam através da escola começar a sua participação política na sociedade como aconteceu nas “Diretas já”.