A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 07/10/2019

No século V a.C , Aristóteles foi reconhecido por defender o direito de cidadania e, segundo ele, para um indivíduo ser considerado cidadão, o mesmo deve participar do meio político. Embora seja de inigualável importância, ainda é possível observar o desinteresse do jovem pela política, além do impedimento de sua participação na construção da sociedade brasileira. Desse modo, torna-se necessária a análise dos fatos que levam a essa problemática.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE),o número de votos facultativos de jovens entre 16 e 17 anos diminuiu 31,5% no período de 2010 e 2014. Isso se dá devido à falta de informação da parcela mais nova da sociedade, uma vez que o governo não dissemina o conhecimento necessário, impossibilitando assim a falta de oportunidade dos jovens na composição do futuro brasileiro.

Ademais, é válido ressaltar que a proteção familiar exacerbada corrobora o bloqueio dos jovens com a constituição da sociedade posterior, posto que tais adolescentes são eliminados de suas responsabilidades com o cenário sociopolítico. Sob esse viés, é indispensável enfatizar a importância da juventude no pensamento do corpo social, e cabe a família encaminhar as primeiras ações para tal processo.

Fica evidente, portanto, a imprescindibilidade da introdução dos jovens no meio social brasileiro. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cidadania fomentar o conhecimento de adolescentes e suas famílias, por meio de propagandas e palestras, aumentando verbas, com o intuito de garantir a formação de pensamentos concretos para a contribuição com o cenário político brasileiro. Além disso, o Ministério da Educação deve introduzir o juízo crítico nas escolas, para assegurar a harmonia social. Sob tal ótica, será possível perpetuar o direito  de cidadania defendido por Aristóteles.