A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/10/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa a participação política do jovem no Brasil contemporâneo, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do impasse. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, no Brasil, a participação do jovem na política favorece essa harmonia, haja vista que com o viés de alcançar uma sociedade justa, a participação de novos eleitores contribui para a construção de ideais igualitários que não reincida a mesma política.

Outrossim, destaca-se a influência de políticos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que candidatos generalizam promessas distantes da realidade, o qual usufrui da vulnerabilidade de jovens dependentes desses recursos.

É evidente, portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o ministério da educação (MEC) deve instituir, em escolas palestras ministradas por psicólogos, que discutam a influência de políticos  nos jovens brasileiros, e o voto consciente, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não se viva a realidade das sombras, assim vivida na alegoria da caverna de Platão.