A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/10/2019

As manifestações de junho de 2013 foram um marco na mobilização política do país, e teve ,como principais expoentes, os jovens, que inicialmente lutavam contra o aumento tarifário dos coletivos. Por conseguinte, é inegável que a composição de uma sociedade mais engajada depende ,primordialmente, da formação de uma juventude com consciência política, portanto, é necessário promover o pensamento crítico por meio da educação.Nesse contexto, faz-se fulcral a discussão acerca das redes sociais e das manifestações públicas como pilares da participação política dos jovens no Brasil.

Em primeiro plano, as redes sociais configuram-se como ferramentas essenciais para a mobilização política em um mundo hiperconectado. Isso se faz ratificado pela obra - Redes de Indignação e Esperança - do sociólogo Manuel Castells que versa sobre o papel potencializador da internet frente a organização de movimentos políticos, a exemplo da primavera árabe. Dessa forma, as redes sociais por serem um espaços ocupados ,majoritariamente, por jovens, são responsáveis por articular o debate político contemporâneo, com alcance internacional, reverberando movimentos de intensa expressão popular, como os de junho de 2013.

Não obstante, o ativismo virtual não é suficiente para efetivação de conquistas políticas , sendo crucial o movimento de rua. Nesse sentido, a importância de ir às ruas está atrelada ao conceito de ação comunicativa do filósofo Junger Habermas, o qual alude à necessidade de se manter um diálogo entre população e governo. Desse modo, a participação política do jovem deve ser norteada pelo uso das redes sociais em consonância com movimentos políticos, como as passeatas.

Em suma, a educação crítica é basilar para formação de uma juventude politicamente engajada. Dessarte, faz-se mister que o Ministério da Educação promova aulas sobre cidadania e consciência política, a partir do segundo fundamental, tais aulas podem ser ministradas por meio de um programa de estágio com graduandos de Ciências políticas e Sociologia, cujos temas contribuam para a formação de um pensamento crítico.Além disso, essas aulas devem, também, serem relacionadas com a informática e suas ferramentas de mobilização social, com o fito de fomentar uma geração mais consciente de seu protagonismo político.Assim, ter-se -á uma ampliação da participação política do jovem no Brasil.