A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/10/2019

A participação política designa uma grande variedade de atividades ,como votar ,candidatar a algum cargo ,manifestar e participar de reuniões. No Brasil, a máxima atuação da juventude nesse meio aconteceu durante o Regime Militar e as Diretas Já .No entanto, apesar de esses períodos possuírem um grande engajamento jovem ,o que se observa ,hoje,é uma relevante apatia desse grupo com  a organização estatal.Diante disso, faz-se necessário analisar ,não só como a cultura brasileira ,mas também como a crise política intensificam essa comodidade.

Relativo a esse descaso ,é possível afirmar que a indiferença em relação aos políticos e à política ocorre devido a  herança histórica  de baixa atuação popular.Isso acontece porque os consideráveis episódios do país ,a exemplo da independência e da Proclamação da República ,não tiveram apoio da sociedade,resultando ,dessa forma, em uma cultura que  não incentiva os seus jovens a participarem das questões públicas .Comprova-se isso mediante a falta de uma educação de qualidade nas escolas, que valorize os conceitos ligados à cidadania e desperte o desejo de agir dos estudantes.

Outrossim, é fundamental pontuar ,ainda, que a crise política vigente intensifica esse quadro.Segundo Lyotard a contemporaneidade é marcada pela ´´crise dos metarrelatos´´, na qual o sujeito deixa de acreditar nas instituições por causa dos seus fracassos governamentais. Assim, a ineficiência dos projetos, a falta de representatividade ,a corrupção e a crise econômica , são os principais responsáveis pelos descréditos dos mais novos em relação regime democrático.De acordo com os dados do STF, dos 6,5 milhões de jovens ,apenas, 1,4 milhões tiraram o título eleitoral no ano de 2018, o que representa a menor participação  deles nas eleições presidenciais desde a década de 90.Consequentemente, esse desinteresse contribuirá com o caráter segregacionista das leis e com a ausência de soluções e melhorias para o país.

Em suma, essa questão merece ser tratada com mais clareza no Brasil.Para esse fim, é necessário que as escolas abordem as questões políticas  fora do senso comum.Nesse sentido, as aulas de história ,filosofia e sociologia devem ser dadas de maneira  dinâmica ,com a formação de rodas de discussão e de debates sobre o tema ,para que os alunos possam argumentar ,bem como propor soluções para os problemas vividos na atualidade.Ao fazer isso, elas estimularão a cooperação  dos adolescentes na esfera pública da pátria ,rompendo com a cultura de apatia ,até então, naturalizada.Ademais, as ONGS ,com apoio do governo, podem organizar e apoiar grupos de jovens que tenham como pauta a resolução de contratempos sociais ,a fim de amenizar a desilusão desse grupo com os governantes.