A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/11/2019

Desde o final da década de 1960, a juventude é conhecida como uma fonte de rebeldia contra as mentiras políticas, preconceitos e conservadorismos do meio social. Atualmente, com o advento das redes sociais, as críticas joviais ao mundo governamental continuam, porém com a diminuição de ações diretas nas ruas e a permanência de pessoas indiferentes sobre tais assuntos. Portanto, evidencia-se a necessidade da ampliação do ensino de política para que haja maior conscientização no futuro eleitorado brasileiro.

Nos dias atuais, a evidenciação dos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo todas as três classes de poderes do país causou uma grande indignação social. Em meio a prisão e impeachment de ex-presidentes e muitas polêmicas, o posicionamento e a discussão de temas políticos no Brasil aumentou nas últimas décadas, assim como a polarização radical de uma parte da população. Entretanto, boa parte das críticas permanecem presas ao ambiente virtual, o que não gera uma mudança efetiva no degradante cenário atual.

Ainda mais, o descaso de muitos jovens na compreensão de fatos e notícias envolvendo temas políticos, ou a alienação deles a grupos de extremismos ideológicos podem ser considerados como um sério problema, o que o filósofo Immanuel Kant denomina de menoridade. Trata-se de um estado em que alguém não consegue refletir e adquirir opiniões por si só, ou insiste em permanecer em estado de ignorância. Ao sair da menoridade e obtendo o próprio senso crítico, o cidadão poderia lutar pelos os seus direitos. A confirmação dessa ideia, baseada em conceitos iluministas, foi a realização da Revolução Francesa em 1789.

Portanto, faz-se necessário que o governo implemente uma matéria escolar sobre política para que haja maior conscientização social. Além disso, é preciso que grupos sociais e OSCIPs planejem campanhas incentivando a participação social em protestos e atividades públicas. Pois, de acordo com o filósofo Jean Jacques Rousseau, “soberano é o povo”.