A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/12/2019
O pragmatismo
A história do Brasil é cíclica desde à república, e esse pragmatismo político permanece no subconsciente do jovem brasileiro contemporâneo. Tanto é, que nas manifestações, atos políticos, greves ou movimentos populares sempre está presente na cabeça uma característica em comum: " a brusca pelo surgimento do salvador da pátria", ao invés de estabelecer instituições fortes para construção de uma democracia estável.
O jovem de modo geral, construiu na mente que é preciso um salvador da pátria para lidera a mudança que o país necessita. Foi assim com Getúlio Vargas no início da industrialização nacional e na conquista de direitos trabalhistas, com JK na buscar pelo desenvolvimento do bem-estar brasileiro a qualquer preço. A exceção foi o período militar, no qual a instituição exército teve o foco central, mas sendo algo imposto a população pelos militares e não escolhido. Logo após a promulgação da constituição de 1988, observou-se novamente o pragmatismo político nas eleições seguintes, o exemplo é o ex-presidente Lula que talvez seja a figura que mais representa este anseio popular.
De fato, as instituições pouco importa no Brasil, mesmo que recentemente tenha surgido, principalmente na mídia alternativa, grupos com perspectivas diferente da massa, ainda sim é pouco para um país com mais de cem anos de república. Em uma pesquisa rápida pela história de países democraticamente estabilizados, a característica presente em todos com certeza é instituições fortes, o que explicar muito a atual conjuntura brasileira.
Portanto, para que a participação da juventude seja realmente diferente, é necessário propor a mudança no status quo, para isso é fundamental a construção de uma nova concepção que deve partir da academia, buscando métodos para aplicação no Brasil. Gerando uma geração que pense fora da pragmatismo político existente no país.