A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/12/2019

Ao se pensar a respeito da participação política do jovem no Brasil contemporâneo, é possível afirmar que os jovens estão desiludidos com a política ao ponto de criminalizar o ofício. Isso aponta para a necessidade de colocar o assunto em pauta entre a juventude visando cativar o interesse e demonstrar a importância da política para uma nação.

O primeiro fator que deve ser analisado é a descrença na política e nos políticos, principalmente entre os jovens. É comum ouvir frases desdenhando de políticos, julgando os como fora da lei e incriminando quem entra para essa classe. O que resulta no afastamento da maior parte dos jovens da politização, conforme pesquisa realizada em 2017 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 59,6% das pessoas entre 18 a 20 anos de idade possuem título de eleitor e votaram na última eleição.

Porém, nessa mesma pesquisa indicou que a maioria dos cidadãos nessa faixa etária não participaram do pleito, não embarcaram no processo e nem discutiram com familiares ou amigos os rumos eleitorais do passado. O que se leva a refletir sobre a escassez da política na formação educacional e cultural dos indivíduos, acarretando em muitos efeitos colaterais no desenvolvimento do país e na sociedade. Visto que em uma democracia é através da política e dos representantes do povo que as mudanças boas ou ruins são executadas.

Assim, a necessidade apontada inicialmente se mostra ainda mais premente em relação em trazer o assunto à tona. Sendo um dos caminhos interferir na formação da juventude pelo meio acadêmico. Implementando nos ensinos fundamental e médio matérias como estudos sociais e ciência política. Sendo responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) a realização do projeto e o seu financiamento.