A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/12/2019

A forma de se fazer política no Brasil precisa mudar sua maneira de agir e de se relacionar com os mais jovens. Assim, Anna Luiza Salles Souto, coordenadora da área de Juventudes do Instituto Pólis, fez uma pequisa em 2013, revelando que os jovens de 15 a 29 anos estão interessados em participar da organização pública. Portanto, ao procurar atender a necessidade de mudanças na forma de administrar o órgão público,  nasce a esperança da participação dos adolescentes nesse meio.

Segundo Anna Luiza, 46% dos rapazes já participaram ou participam de associações, entidades e grupos, mas 39% dizem nunca ter participado. Dessa forma, mesmo que não seja a maioria, alimenta a esperança de novas participações nessas administrações populares. Nesse contexto, onde pouco se muda, começa aparecer novas possibilidades, meios de organizações que podem levar o povo a sonhar, pois uma boa parcela desta classe de garotos irão entrar neste meio.

Contudo, de acordo com Marcos da Costa, presidente da seção de São Paulo da Ordem do Advogados do Brasil,  existe um distanciamento entre a classe política e os jovens. Brasília é o reduto dos engravatados que se isolam do povo depois de conseguirem mordomias extraídas deles, assim, não respiram o mesmo ar, não conhecem a necessidade das ruas o cotidiano das pessoas, o jeito de pensar da nova geração. Então, precisa mudar a concepção dos garotos para que a política não seja algo isolado da realidade deles para que possam se inserir nesse  contexto.

Portanto, para se ter uma participação maior desses jovens precisa de ações em escolas junto a câmara de vereadores que levem os alunos a criarem projetos a serem apresentados com o objetivo de servirem como soluções políticas. Assim, buscar questões da própria comunidade para resolver  problemas ali constituídos, buscar soluções através de projetos que irão ter como objetivo final a o exercício da cidadania que precisa ser passado ainda quando criança. Sendo assim, levar a conscientização que o cidadão pode ter participação nas leis impostas ao povo.