A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/02/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.Entretanto, quando se observa a falta de participação política do jovem no Brasil, verifica-se que a realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, seja pela falta de acesso a uma educação de qualidade que, valorize o conceito de cidadania, seja pelo falta de atuação política do jovem brasileiro.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, serial racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. No entanto, a realidade é antagônica e o resultado desse contraste é claramente refletido no presente cenário brasileiro, responsável por cultivar indivíduos que não participam da política do país de forma autônoma, impossibilitando que esses gozem dos seus direitos como cidadãos de um nação democrática.
Faz-se mister, ainda, salientar o comodismo dos jovens brasileiros como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, sociais e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no seculo XXI. Diante de tal contexto, a priori, a baixa participação popular dos jovens brasileiros é reflexo do descrédito em relação aos políticos que, por conseguinte, leva a sociedade a uma crise de representabilidade.
Portanto, é de suma importância que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa forma, urge que o Ministério da educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, políticas públicas que forneçam treinamento de professores para abordagem qualificada e imparcial de questões políticas nas escolas, tendo como objetivo levar para aos cidadãos um conhecimento fora do senso comum, possibilitando, dessa forma, uma autonomia política. Somente assim, será possível que a sociedade alcance a “Utopia” de More.