A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/02/2020

No período da Antiguidade (476-1457), na Grécia Antiga, especificamente na sociedade ateniense, só participavam politicamente da “pólis” os cidadãos, ou seja, homem livres e, especialmente, maiores de idade, o que excluía a juventude das práticas políticas. Analogamente, os jovens brasileiros, hodiernamente, apesar de manterem-se informados quase sempre, são, na maioria das vezes, segregados do meio político, o que é controverso, visto que serão os futuros líderes do país. Dessa forma, torna-se essencial analisar a atual situação na qual os mais novos são postos, a fim de dissolver essa problemática.

A priori, é válido ressaltar que a segregação dos jovens no meio político é um fenômeno social, já observado pelo psicoanalista Paul Heckman, retratado em seu livro “Telling Lies”. Nele, Paul descreve como a superioridade, presente na maioria dos chefes nacionais, interfere na ascensão de jovens políticos, visto que estes sentem-se desmotivados e incapazes de ocupar grandes cargos. Ou seja, indiretamente os jovens são, infelizmente, marginalizados do meio político, atenuando seu poder enquanto cidadãos.

Por conseguinte, é possível dizer que menos casos como o da Greta Thunberg, menina de 14 anos que, recentemente, tornou-se mundialmente reconhecida por seu discurso, por paz e igualdade, na 25ª Conferência da ONU, acontecerão. Tal conjuntura é um fato, visto que cada vez menos jovens sentirão-se na posição ativa de revolucionários e, apesar de possuirem potencial, como evidenciado por Greta, as vezes, nunca chegarão, tristemente, a fazer a diferença na sociedade em que estão inseridos. Logo, torna-se imperioso a dissolução da problemática supracitada.

Portanto, visto a tempestividade do problema, a fim de amenizar a segregação e reiterar o público jovem ao contexto político do Brasil, o Governo, em parceria com as escolas públicas, deve, por meio de programas e verbas governamentais, investir na educação política, com transparência, incentivando a participação jovem em questões de nível nacional, abrindo margem para a formação do brasileiro como indivíduo ativo democraticamente. Somente assim, evitaremos voltar cerca de 1500 anos no tempo, adotando uma sociedade participativa e inclusiva, diferentemente do que visto na Grécia Antiga, onde o jovem tem voz e é, sim, cidadão.