A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/03/2020
Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmam que 29,5% dos jovens de 16 e 17 anos, tiraram seu título eleitoral e estavam aptos a votar nas eleições de 2018. Segundo o jornal Folha de São Paulo, essa foi a primeira alta desde de 2006, visto que a maior causa do desinteresse dos jovens pela política é a corrupção. Logo, aceitar esse desinteresse da juventude é prejudicial e descabido.
Conhecidos pela sua veemência e determinação, os jovens dão o seu melhor e vão a luta por aquilo que almejam, como aconteceu nas passeatas de junho de 2013, que na época buscavam melhorias no precário serviço de transporte que cotidianamente milhares de cidadãos usavam para se deslocar dentro de suas cidades, e também combatiam o aumento no preço das passagens de ônibus, sempre afirmando “Não é por R$ 0,20 centavos”.
Nos últimos anos, a corrupção governamental no Brasil tem sido crescente, as descobertas de mensalões e propinas levaram a classe política ao descrédito. Como resultado, a decadência na moral dos políticos tornou-se cada vez maior, principalmente entre os mais jovens. Com as eleições de 2018 chegando, uma brisa de esperança fez com que cerca de 250 mil novos eleitores decidissem exercer sua cidadania, mesmo sem obrigatoriedade, em busca de governantes com a “ficha limpa”.
Visto que a corrupção é tão prejudicial a nação, e para que a juventude passe a sentir satisfação em exercer sua cidadania, primeiramente deve-se combater a corrupção na política, dando seguimento as investigações, fazendo com que os envolvidos respondam criminalmente por suas ações. Posteriormente, o governo estadual junto com o Ministério da Educação devem criar programas que envolvam o jovem na política desde a escola, como os grêmios estudantis, e também gerar vagas para jovens nos partidos políticos, assim os jovens se sentirão mais representados e terão seus interesses defendidos.