A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 07/03/2020
A Constituição brasileira de 1988 garante o exercício pleno da cidadania ativa, seja pelo voto ou manifestações. Entretanto, os jovens, no Brasil contemporâneo, tem se mostrado inertes no cenário político do país, evidenciando a falta de interesse e o comodismo com as implantações governamentais. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores de tal atitude negligente na sociedade brasileira.
Em primeira análise, o avanço tecnológico tem feito com que muitos indivíduos participem da política apenas indiretamente, resultando pouca eficiência e estagnação dos problemas. Tal situação contrasta com o cenário político da Grécia antiga, em que os cidadãos se reuniam na Ágora - espaço aberto - para discutir a respeito do Governo e sociedade, notabilizando a representatividade do povo em busca de melhorias. Portanto, é imprescindível que os jovens saiam da zona de conforto e façam da política um modo de vida para conquistar resultados plausíveis.
Em segunda análise, é possível destacar que os interesses pessoais e coletivos são instituídos através da participação popular. Análogo a isso, as passeatas de 2013 foram de grande relevância para a história do país, pois reuniu milhares de brasileiros que saíram às ruas, protestanto contra o aumento das passagens de ônibus e a falta de serviços públicos de qualidade. Isso mostra como, de fato, o engajamento social impulsiona melhorias e os jovens devem ser os protagonistas desse cenário, visto que representam a força de mudança para um futuro melhor.
Dessa forma, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Governo, em parceria com ONGs, organizem e apoiem grupos de discussão formados por jovens, através de reuniões, as quais podem ser realizadas na liderança de um professor das ciências sociais, nas escolas de ensino médio e universidades, para que tais indivíduos possam se interessar e participar ativamente da política no Brasil.