A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/03/2020

Na década de 80, o Brasil viu uma geração que cresceu em meio à ditadura se levantar e lutar pelo direito de participar politicamente na vida do país por meio do voto. Esse movimento viria a ser conhecido como “Diretas já”, que, independentemente de não ter atingido seu objetivo principal à época, tornou-se um marco da nossa ainda recente democracia. Alguns, entretanto, dizem que, pela forma como os jovens do século supostamente tratam o voto, foi uma batalha em vão. O questionamento que se faz hoje é se eles realmente não se importam com a política ou se estão reinventando o modo de fazê-la.

Em primeiro lugar, precisamos levar em consideração que há um enorme aborrecimento com relação à participação pelo voto em muitas democracias pelo mundo. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a restrição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova disso. Essa questão, porém, é cultural: fomentada dentro de casa, com famílias que preferem ignorar o assunto a ter discussões críticas sobre o tema, e na escola, que valoriza muito o conteúdo, mas pouco prepara o aluno para a realidade do “ser cidadão”.

Contudo, ainda há muito a ser feito para que esse engajamento e essa energia sejam aproveitados em pró da nação. É preciso fomentar o debate e tirá-lo apenas das redes sociais e universidades: política é assunto de família e deve ser tratado de maneira saudável, respeitando as diferenças. É de extrema distinção, também, que se ensine na escola como funciona e a importância de participar, enquanto cidadão, da vida política do país, com discussões, palestras e até eleições internas.