A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/03/2020

O jovem brasileiro está totalmente desconfortável e inconformado com o país em que vive por causa da política. Dito isso, ocorreram protestos pelos jovens em 2013. Foram as maiores manifestações públicas da história do Brasil, com passeatas contra o aumento das passagens de ônibus e a falta de serviços públicos de qualidade. O terço eleitoral brasileiro é formado por jovens entre dezesseis e trinta e três anos, ou seja, são mais de quarenta e cinco milhões de pessoas.

Contudo, o jovem atualmente, geralmente, pressiona os políticos nas redes sociais. Não tem coragem para falar em público. Lá ninguém pode alcançar ele, ele está em casa, manifestando pela internet. Eles têm o poder de decidir as atuais eleições apenas nos diálogos por postagens, pressionando as opiniões dos outros, enquanto os políticos precisam descer do pedestal e propor um diálogo franco e honesto. Os problemas são estabelecer um diálogo com quem está desiludido com a corrupção e com os velhos costumes políticos, e o jovem apontando e argumentando sobre as sua opiniões pelas redes sociais.

Os jovens não querem ser políticos, e não há um motivo para eles gostarem da política brasileira. E isso acontece porque a visão que o jovem tem da política é a mesma cristalizada pelo senso comum: um assunto chato, torpe, vil, sinônimo de sujeira e falcatruas, do jeito que a mídia, junto com as redes sociais, tem moldado as mentes juvenis.

A atuação política tem que ser entendida como uma atitude diária, mostrar que a democracia e a cidadania são importantes para o futuro do povo brasileiro. É necessário entender que a política vai muito mais além do que um simples voto, e que ela é tão inerente ao viver humano quanto qualquer outro ato.