A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/03/2020

Tendo em vista que os jovens do século XXI, já nasceram conectados com a informação a qualquer momento, despertando o interesse pela política na busca em digladiar por seus direitos, devido estarem inconformados com o país em que vive (35,41% tem orgulho do seu país, segundo a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS). O querer mudar faz com que estes mesmos façam protestos como o de 2013, contra o aumento da tarifa de ônibus e a falta de serviços públicos de qualidade, a maior manifestação  desde as “Diretas Já” e dos “Caras Pintadas” que levaram à renuncia do presidente Fernando Collor, no final do século passado. Sendo muito comum tais atos acontecerem atualmente na internet.

Em vista que, não há nada mais eficiente para pressionar um político do que ir para as ruas. Quando as redes sociais começaram a se popularizar, em meados dos anos 2000,  havia quem acreditasse que os protestos migrariam do mundo físico para o mundo virtual. Surgiu então a corporatura do manifestante de sofá. Aquela pessoa que se engaja em diversas campanhas online, defendendo seus ideais, mas que se recusava a ir para a rua. Segundo uma pesquisa feita pelo programa de televisão Fantástico em 2016, 70,24% dos interessados na política tinham entre 18 a 34 anos e apenas 2,35% não tem interesse.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou que no ano de 2018 cresceu o interesse pela política em relação a 2014, mas caiu (14,53%) o número de jovens eleitores de 16 a 17 anos, passando de 1.638.751 no ano de 2014 para 1.400.617 em 2018 (ano da última eleição). Uma vez que esse jovem eleitor está desiludido com a corrupção e com os velhos e pérfidos costumes políticos, sendo assim manter um diálogo franco e honesto com estes mesmos é algo inacreditável.

Dessa forma, portanto a juventude do século XXI utiliza das ferramentas que tem à disposição para mostrar a força de sua voz. Contudo ainda há muito a ser feito para que esse engajamento e essa energia sejam aproveitados em prol da nação. É preciso que o debate que ocorre através de redes sociais, saiam do mundo virtual e seja incluído em  assunto de família e deve ser tratado de maneira saudável, respeitando as diferenças. É de extrema relevância, também, que se ensine na escola como funciona e a importância de participar, enquanto cidadão, da vida política do país, com discussões, palestras e até eleições internas.