A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/03/2020

Historicamente os jovens sempre desempenharam papel fundamental na luta política por direitos e avanços nos mais diversos países. No Brasil por exemplo se notabilizou o movimento estudantil dos “caras-pintadas”, que em 1992 mobilizou jovens de todo país a expressarem sua insatisfação com o governo do então presidente Fernando Collor. O movimento dos caras-pintadas desempenhou papel fundamental no processo de impeachment do presidente Fernando Collor. No entanto atualmente o crescente descrédito da população brasileira na política e nas instituições faz com que os jovens se distanciem da sua responsabilidade de participação política que é essencial na manutenção da democracia.

O jovem brasileiro cresce, em um meio ausente de debates sobre direitos ou política. Dados do IBGE corroboram tal desinteresse político: nos últimos 4 anos o número de jovens - entre 16 e 17 anos - com título de eleitor caiu em mais de 10%. Fortalece-se, pois, a visão de que, para a juventude, as mudanças efetivas na sociedade só ocorrem pelas mãos dos políticos e não dos eleitores. Dessa maneira, os jovens afastam-se de qualquer participatividade política, seja por desinteresse ou por repressão.

Portanto isso gera adultos que não se envolvem de maneira eficaz para evolução da nação resultando em adultos que não se engajam na procura dos melhores candidatos ao poder, cerca de 79% dos brasileiros nem se lembram em quem votaram de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Ideia Big Data. Isso é preocupante, visto que a pátria é regida por uma democracia, e essa atitude põe o poder nas mãos de pessoas que não trabalham em prol dos interesses da nação.