A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 07/04/2020
Durante a história do Brasil ocorreram diversos movimentos nacionais de caráter político com grande participação dos jovens. Exemplo disso foi o movimento “Diretas já” - movimento de reivindicação por eleições presidenciais diretas ocorrido entre 1983 e 1984, no declínio da Ditadura Militar. Apesar do papel crucial dessa faixa etária na história das transformações político-sociais nacionais, na contemporaneidade a juventude brasileira se mostra negligente e indiferente. Essa realidade deve ser combatida, pois a participação política do jovem é essencial para o desenvolvimento do país.
Primeiramente, é observado que a falta de acesso a uma educação de qualidade, a qual valoriza os conceitos ligados à cidadania, é a principal causa do desinteresse do jovem no meio político. Por possuírem limitado conhecimento sobre política - sua estrutura, níveis e cargos - além das diversas formas de participação, acabam deixando de lado esses assuntos e não o consideram interessantes. Somado a isso, o preconceito contra os jovens, vistos erroneamente, como alienados contribui para o agravamento dessa situação.
Como consequência de tais entraves, a recente geração possui uma visão negativa da política e dos representantes atuais. Gera-se, dessa forma, uma crise de representatividade nesse contexto. Essa crise gera uma volatilidade eleitoral - alternância na decisão do eleitor entre os diversos partidos políticos - e uma queda nos índices de participação política, principalmente entre os jovens. Com isso é observado o não exercício, por completo, da cidadania pela população.
Deve-se, pois, com o intuito de mitigar essa problemática implementar mudanças. Em um primeiro plano, é necessário que o Ministério da Educação, torne obrigatória, por meio do currículo educacional, uma abordagem de forma enfática e detalhada sobre a política do Brasil, desde abordagens históricas do passado ao atual modelo - podendo ser inclusa nas aulas de sociologia - com o objetivo introduzir os jovens à atmosfera política. Ademais, cabe à escola incentivar a formação de representantes de classe e grêmios estudantis, de forma a simular um primeiro contato com “grupos políticos” e despertar uma vontade de participação nas decisões às quais remetem a eles e a seu grupo de convívio. Dessa forma, será possível a promoção da participação política do jovem no Brasil contemporâneo e futuro.