A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/04/2020

Em 1984, no período da Ditadura Militar, graças ao movimento juvenil conhecido como " Diretas já" a qual a população clamava por direito à eleição direta para presidente, o Brasil ganhou forças para redemocratização do país e falência de um regime conturbado e autoritário.Desde então, observa-se que a participação do jovem na política é fundamental para a consolidação da democracia já que esses, constituem a geração futura do país.Conquanto,ainda é perceptível entraves para a efetiva inclusão da juventude nas decisões políticas.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os estudantes brasileiros não são estimulados e  educados corretamente para uma vida politizada visto que,  as escolas são limitadas de dialogar sobre este assunto por negligência familiar ao polemizar a política vendo-a como “tabu”, ou para evitar possíveis conflitos ideológicos. Isso se comprova recentemente com o projeto de lei do Congresso Nacional " Escola Sem Partido" que poderá ser uma restrição do jovem à informatização necessária para a formação de um ponto de vista político. Portanto, são necessários que os debates nas instituições ocorram já que de acordo com Émile Durkheim,  “A educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política no seu conjunto.”

Ademais, é imperativo ressaltar a corrupção e crises econômicas atuais como impulsionadoras do desinteresse púbere às eleições.Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, de 6,5 milhões de jovens, em 2018, somente 1,4 milhão tiraram o título de eleitor, o qual foi registrado o menor número de participações desde 2002. Partindo desse pressuposto, o ano de 2018 foi bastante conturbado devido às eventuais corrupções, por exemplo a " Lava-Jato" que impactou nacionalmente no âmbito social e econômico do país.Assim, é concretizado esse desprezo juvenil à política ao analisar na entrevista do G1 de 2018, uma adolescente que relata “Eu acho que, neste cenário político e econômico, eu, com 17 anos, não estou preparada para enfrentar essa crise política”.Portanto,são necessários subterfúgios para conter o avanço desses quadros inerciais.

É evidente portanto, que o Brasil precisa-se mistigar a adversidade anteriormente citada. Cabe ao Ministério da Educação instituir a educação política dos estudantes desde os anos iniciais por meio da implantação de grêmios estudantis nas escolas e rodas de conversas frequentes .Assim, por intermédio de mídias socias como: Facebook, Instagram e Twitter, o marketing eleitoral poderá informatizar aos jovens os candidatos e suas propostas referentes ,estimulando assim a presença crítica do indivíduo nas eleições. Dessa forma, atenuar-se-á,em médio e longo prazo,o impacto nocivo da ausência do adolescente na política, é garantir o progresso da nação nas próximas gerações.