A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/04/2020
A participação política é caracterizada pela possibilidade de influenciar as políticas locais, regionais, nacionais e internacionais. É a ação intencional para impactar na agenda pública, na participação legal do sistema, a partir do voto, nas campanhas, nas eleições e na estrutura legislativa. Compreende também manifestações orientadas a exercer influência na pauta dos políticos. A participação dos jovens na política é imprescindível para a sociedade.
Em primeiro lugar, é possível constatar que novas formas de engajamento político surgiram com a criação de novas tecnologias, redes sociais e meios de comunicação. Os debates, discussões e as manifestações de ideias deixam o espaço físico e passam para o espaço virtual, onde a mobilização de pessoas ocorre de forma mais rápida e eficiente. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, entre os jovens de 18 a 34 anos, 47,4% têm política como interesse na hora da busca de informação, presentes principalmente no mundo virtual, e 70,24% procuram se informar diariamente. Além disso, mais de 60% dos entrevistados disse estar engajado ou já ter se engajado em causas sociais. Nesse sentido, essa medida deve ser expandida para outras áreas.
Em segundo lugar, constata-se no entanto que, a política na juventude, infelizmente, não é um campo de ação prestigiado. As diversas preocupações com a formação profissional, o mercado de trabalho e construção do seu próprio futuro afetam a atuação na política, assim como o descontentamento com o cenário político e econômico no Brasil. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, dos 6,5 milhões de jovens, pouco mais de 1,4 milhão tirou o título de eleitor no ano de 2018. A diminuição do número de eleitores jovens é um alerta para a democracia visto que, os cidadão não estão exercendo seu direito de voto garantido pela Constituição Federal, afirmando que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Nessa perspectiva, este quadro precisa ser revertido.
Portanto, urge que o direito ao exercício da cidadania seja garantido na prática efetiva aos jovens. Cabe ao Ministério da Cidadania essa função, por intermédio da criação de programas de inclusão dos jovens em debates políticos, destacando a importância do voto como direito do cidadão; com o auxílio das instituições educacionais e da sociedade para: fomentar a discussão de temas relacionados à política e reconhecer não só a capacidade do jovens de participar ativamente desse campo social mas também, as diferentes formas de manifestação em variados suportes. Essas medidas caso feitas em conjunto, podem aprimorar a atuação dos jovens na política.