A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/04/2020

A participação da juventude na política nacional sempre se mostrou fundamental. Todavia, por consequência da tecnologia, a presença dos jovens em assuntos políticos tornou-se mera exposição pública de informações e opiniões, o que de um lado colabora e até pode ser considerada como “participação”. Porém, essa “participação” não é tão efetiva quanto esperado, se comparado com o movimento realizado por jovens na década de 80, conhecido como Diretas Já. Dessa forma, é necessária a análise dos fatores que levam a decadência da participação política da juventude atual.

Na contemporaneidade, em pleno século XXI, ainda há quem diga que a não colaboração do jovem na política provém da falta de informação. Contudo, deve-se lembrar que trata-se de indivíduos da era digital, integrantes da geração tecnológica, onde de certa forma não há falta de informações. Outrossim, por não se tratar da participação “física”, aparenta-se que o jovem está alheio aos seus deveres como cidadão, porém no meio digital, apesar de não ser completamente eficaz, há constantes trocas de informações - o que reforça o cuidado necessário com a veracidade das informações - , exposição de opiniões pessoais, projetos de mobilização social, e abaixo-assinados.

No que se refere à ausência da atuação dos jovens na política, apesar de ser verídico que haja atividade destes através de meios digitais, a participação realmente efetiva destes só se dá por meio de ações que ultrapassem as telas dos computadores e celulares, como por exemplo manifestações ou a realização dos projetos de mobilização criados através da internet. Pensando nessa problemática, a falta de contato com uma educação qualificada que valorize e exercite os conceitos ligados à cidadania e participação na sociedade mostra-se um aspecto de grande importância. Nessa perspectiva, essa situação precisa ser revisada.

Com relação aos fatos supracitados, é clara a importância da participação dos jovens na construção nacional. Cabe ao Poder Público a realização de medidas de incentivo às instituições educacionais públicas e privadas para que haja maiores abordagens de questões políticas fora do senso comum. Apresentar, por meio de aulas específicas - como de história ou sociologia -, o histórico da participação da juventude em grandes acontecimentos do passado. Em conjunto a isso, exercitar tal conhecimento com a criação de grêmios estudantis e chefes de sala. Desta forma, os alunos colocarão em prática sua cidadania dentro do ambiente escolar e, consequentemente, garantirão uma formação cidadã efetiva.