A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/04/2020

Durante o regime militar no Brasil, os jovens lutaram por uma maior inclusão na política, movimento que ficou conhecido como “diretas já” que, apesar de não ter alcançado seus objetivos na época, tornou-se um marco de nossa democracia. Essa faixa etária possui um papel crucial nas transformações políticas-sociais mas, na contemporaneidade a juventude se mostra indiferente a isso.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de confiança nos políticos atinge o mundo inteiro. Vemos o tempo todo nos jornais notícias sobre políticos que desobedeceram a ética e praticaram a corrupção. É algo extremamente comum de se ver. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), há uma diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que votam sem estarem na faixa da obrigatoriedade. Isso pode resultar em uma maior consolidação de crise política, social e econômica, bem como à ameaça da própria cidadania.

Em segundo lugar, outra questão relevante é a falta de acesso a uma educação de qualidade que valorize os conceitos ligados à cidadania e participação social. Na Grécia Antiga , visto a importância da política para a construção de um Estado, existia a escola peripatética que, influenciada pelo filósofo Aristóteles, estudava-se política como um saber prático e fundamental .

Urge que o jovem tem um papel de extrema importância na construção nacional e, para que eles exerçam esse papel, cabe ao Ministério da Educação e ao Governo fazerem palestras nas escolas que abordem a política fora do senso comum. Pode-se também abordar um pouco da participação da juventude em eventos históricos. Essas medidas caso feitas em conjunto, podem futuramente ajudar o jovem a compreender seu protagonismo no que se refere a conquistar o bem comum.