A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/04/2020

No final de 2013 na Ucrânia, jovens ocuparam a praça da Independência em Kiev em ato de protesto que influênciou os demais cidadãos, resultando na renúncia do presidente Yanukovich. Diferentes dos ucranianos, a participação política dos jovens no Brasil está em crise, a corrupção no governo e a falta de representatividade nas disputas eleitorais geram, entre eles, descrença no poder decisório do voto.

Em primeiro lugar cabe destacar, que os os escândalos envolvendo políticos, levam grande parte dos jovens afasta-se da urnas. Segundo pesquisa realizada pelo jornal Estadão,os jovens entre 16 e 33 anos corresponde a 33,3% do total de eleitores, portando de grande relevância nas decisões eleitorais. Entretanto, quando eles deixa de votar  delegam seu poder de escolha a outros grupos etários, que podem eleger um candidato que não representem os seus interesses.

Outro fator a mencionar é a sensação de imutabilidade do sistema, pois  há a manutenção de grupos políticos no poder passando-os entre as gerações.Por exemplo, Tancredo Neves eleito presidente, embora não tenha empossado, e seu filho Aécio Neves candidato nas últimas eleições, primeiro a presidente depois a deputado. Isso se deve as campanhas que são financiadas por uma elite que desejam manter seus seu privilégios assegurado, diante disso, os jovens não tem nenhuma expectativa de mudança e deixam de votar ,pois são sempre os mesmos candidatos.

Diante disso, é visível que para participação efetiva do jovem na política é necessário não só restabelecer a credibilidade no poder do voto, mas também desconstruir a velha política que persiste nas disputas. Portanto cabe ao Estado juntamente com a mídia, promover campanhas nas redes sociais e nos canais de televisão aberto, para mostrar o poder de mudança  que tem o voto consciente, a fim de estimular a participação ativamente nas decisões do País. Ademais, o Ministério da Justiça deve fornecer maiores verbas à pequenos partidos, para que uma nova política tenha as mesmas chances de disputar as eleições com aqueles já estabelecidos.