A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/04/2020

Com a Proclamação da República em 1889, o Código Eleitoral vem passando por constantes mudanças. Um século depois, com a consolidação da Constituição Cidadã e efetividade dos direitos políticos no país, os cidadãos conquistaram o sufrágio universal. Contudo, tal conquista se apresenta, de certo modo, irrisório, uma vez que muitos jovens se abstêm do direito ao voto e sua participação é limitada.

Em primeiro lugar, é válido salientar o crescente desinteresse juvenil na área da política e o acentuado número de abstinências nos pleitos eleitorais, motivados tanto por desilusões com os candidatos, posto que não acreditam em suas promessas, como por falta de identificação com os partidos, devido aos constantes escândalos de corrupção. Segundo o G1, das 6 milhões de pessoas com 16 ou 17 anos, aptas a votar em 2018, somente 21% tiraram seu título de eleitor.

Do mesmo modo, quando esse público opta por se inserir nesse cenário e participar das decisões tomadas em Âmbitos Jurídicos, sua inserção é dificultada, pois não há maneiras de isso acontecer, porquanto, não há referendos  e plebiscitos, deixando na população a ideia de “participação popular” a cada dois anos, quando ocorrem as eleições. A título de exemplo, no Brasil, só houveram quatro plebiscitos nacionais durante toda a história democrática, mostrando essa inclusão cair em desuso

De acordo com Platão, “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”, essa célebre frase mostra a importância do voto e da integração no mundo da política. Por conseguinte, cabe ao Supremo Tribunal Eleitoral, em parceria com o Ministério da Educação, a criação de uma disciplina nas escolas que aborde esse tema e sua importância para o desenvolvimento da nação, afim de mudar a visão dos discentes sobre o assunto, e a Câmara e o Senado aprovar uma lei que obrigue a ter, no mínimo, um plebiscito por ano, de modo assegurar a periódica participação popular. E assim, com medidas graduais e progressivas, possibilitar a inserção do jovem e garantir os direitos políticos na sociedade civil.