A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/04/2020

Durante a Ditadura Militar brasileira, jovens organizaram um movimento que objetivou o impeachment do presidente da época, Collor, que era opressor e mantinha a população sem poder de fala. Tal ação, conhecida como movimento dos ´´cara-pintada´´, obteve êxito e o presidente renunciou. Nesse ínterim, o poder do jovem na sociedade vem sendo evidenciado, todavia, a negligência parental e o menosprezo da opinião dos mesmos, impede que haja constância nessa atuação.

Em primeira análise, a falta da discussão, nas famílias, acerca da presença dos jovens na política, restringe o conhecimento desse grupo. De acordo com dados de uma pesquisa do Institut Brsileiro de Geografia e Estatística(IBGE), cerca de 77% das famílias preferem evitar o tema política em suas casas, tal dado evidencia um problema quanto a formação de opinião do menor, uma vez que para formá-la é preciso discutir e apresentar. Logo, observa-se uma indiferença quanto a construção do saber do jovem, gerando, na maioria dos casos, uma ignorância quanto a temas políticos.

Ademais, é incontestável que a desvalorização do conhecimento do adolescente é uma das causas da problemática. Segundo dados publicados pela Empesa brasileira de Comunicação(EBC), adolescentes de 16 a 18 anos optam por participar das votações, mas não sentem que há uma relevância nos seus votos, ou seja, há um interesse, mas os mesmos sabem do desinteresse por sua participação, já que a parcela mais adulta da sociedade acredita ter mais capacidade de decisão. Entretanto, isso deve ser modificado no Brasil, pois como no movimento ´´diretas já´´, liderado por jovens para reivindicar a participação na população na política, os mesmos mostraram que sua influência é positiva na sociedade.

Portando, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para uma maior conscientização da população brasileira, urge que o Ministério da Educação e Cultura(MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas mídias sociais que exaltem a importância da argumentação política no âmbito familiar e da relevância da participação dos jovens na sociedade, mostrando todos os movimentos liderados por eles. Assim, será possível, como na década de 80, ouvir a voz da juventude brasileira.