A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/04/2020
O Brasil na década de 80 viu uma juventude levantar-se frente ao regime militar e lutar por maior participação política. Esse movimento viria a ser conhecido como “Diretas já”, que, apesar de não ter atingido seu objetivo principal à época, tornou-se um marco da nossa ainda recente democracia. Apesar do papel crucial dessa faixa etária para transformações políticas-sociais, na contemporaneidade a juventude se mostra indiferente. O descrédito em relações aos políticos e à intensificação da desvalorização da cidadania são os principais causadores dessa apatia
Indubitavelmente os meios de comunicação são importantes para o cenário político atual. Afinal, inúmeras são as ações sociais tomadas nesses veículos, como fica exemplificado no compartilhamento de notícias, textos e discussões sobre os movimentos militantes que lutam pela visibilidade e direito das minorias negra e LGBT+, por exemplo, e que são importantes para a conscientização de milhões de usuários na web. Por outro lado, é possível ver a mobilização presencial também, já que mais de duzentas escolas de São Paulo foram tomadas por estudantes contrários a reorganização, proposta pelo Governo, delas. Mostrando assim, que a juventude atual não é alienada ou desinformada e se manifesta.
No entanto, o engajamento de adolescentes e adultos nessas questões está longe de ser adequada e é dificultada. Como esclarecido nos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, em que apenas um pouco mais de 21% da população entre dezesseis e dezessete anos tirou o titulo em 2018 para votar, o menor número desde 2002, ficando claro, assim, o crescente desinteresse político juvenil. Essa conjuntura, parece ser afirmada, já que o Congresso Nacional discute a aplicação da “Escola Sem Partido” que consiste na desvinculação do conhecimento cientifico da ideologia política. Assim, essa configuração corta o papel das escolas de esclarecimento e incentivo sobre essas questões democráticas
Outra questão relevante é a falta de acesso a uma educação de qualidade que valorize os conceitos ligados à cidadania e participação social. Na Grécia Antiga, visto a importância da política para a construção de um Estado, existia a escola peripatética, a qual estudava-se política como um saber prático e fundamental. Assim, em um Estado Democrático de Direito, o jovem deve compreender seu protagonismo no que se refere a conquistar o bem comum.
É evidente, portanto, que o jovem tem um papel fundamental na construção nacional. Cabe ao Ministério da Educação, incentivar escolas públicas e privada, a fazerem uma abordagem da questão política fora do senso comum. Mostrar, por meio de aulas de história e sociologia, um histórico da participação da juventude em grandes eventos nacionais. Associado a isso, colocar todo conhecimento em prática com a formação de representantes e grêmios estudantis. Assim, os alunos