A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/05/2020
O cantor Beto Guedes, na música ‘‘O sal da terra’’, fala a seguinte frase: ‘‘Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão’’. Nada obstante, a juventude brasileira está do lado avesso a essa realidade ao se esguiar da política. Pode-se dizer que a falta de propostas politicas destinadas aos jovens e a corrupção corroboram com a problemática. Sem embargo, é contraditório que em uma sociedade cívica exista uma parcela da população que seja deixada a margem do tocante à opiniões relacionadas ao Estado.
Em primeiro plano, a displicência dos candidatos políticos com os jovens cria um abismo entre a juventude e a política. Destaca-se que, em 2018, somente 29,9% das pessoas entre 16 e 17 votaram. Esse dado demonstra o descredito que a adolescência da ao governo. Em vista disso, os políticos diminuem a importância do eleitorado juvenil ao criar menos propostas destinadas a esse público e esses, por sua vez, tentam se esquivar, quando possível, de interagir politicamente, já que não são favorecidos, suficientemente, por propostas governamentais.
Outrossim, a corrupção no Brasil é reconhecida mundialmente o que cria um cenário de desconfiança entre eleitor e candidato. O filme ‘‘Polícia Federal: A lei é para todos’’, que é baseado em fatos reais, mostra grandes lideres brasileiros sendo acusados de corrupção pela operação, conhecida internacionalmente, Lava Jato. Infelizmente, os que, na teoria, deveriam ser aquilo que o Brasil tem de melhor, estão, na verdade, sendo o contrário disso. Dessa maneira, o público juvenil perde a credibilidade na país ao passo de que os governantes, antes considerados grandes personalidades brasileiras, são acusados de escândalos de corrupção, o que desestimula, nos jovens, a vontade de irem as ruas e lutarem por seus direito.
Decerto, a luta de adolescentes pelos seus direitos não pode acabar, nem tão pouco, ser reduzida a simples movimentos na internet, na verdade, deve vir através de manifestações e campanhas que visem a valorização juvenil- isso inclui medidas que coloquem em prática o direito de voz dos jovens. Além disso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proporcione a diminuição da obrigatoriedade do voto para 16 anos, consequentemente, a participação política será estimulado desde a juventude, assim como a valorização da opinião jovem. Pois, somente assim, a juventude brasileira se unirá e agirá em pró dos suas garantias, ou seja, irá ‘‘banir do mundo a opressão’’.