A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/05/2020

Na década de 80, o Brasil viu uma geração que cresceu em meio à ditadura se levantar e lutar pelo direito de participar politicamente na vida do país por meio do voto, movimento que ficou conhecido como “Diretas já”, que, apesar de não ter atingido seu objetivo principal à época, tornou-se um marco da nossa ainda recente democracia. Contudo, os jovens da contemporaneidade possuem uma participação política pouco ativa, se comparado às décadas anteriores.

A priori,vale salientar que há um enorme descontentamento com relação à participação pelo voto em muitas democracias pelo mundo. No Brasil, em especial, o momento de crise em diversas esferas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova disso.

Entretanto, é preciso levar em consideração que ser um sujeito que não vota, mas que busca direitos seus e de outros por meio das redes sociais, por exemplo, participa mais do que alguém que vai às urnas quando é obrigado, sem, contudo, acompanhar os reflexos dos seus atos. Nesse sentido, podemos ver uma juventude engajada e participativa, que também vai à luta, às ruas, construindo um novo caminho para superar os obstáculos que a política tradicional mostram ter.

Portanto, é de suma importância que o Governo Federal ensine nas escolas do país como funciona e a importância de participar, enquanto cidadão, da vida política do país, com discussões, palestras e até eleições internas. Para que se estimule a cultura da participação política nacional, assim, contribuindo para que mais jovens se interessem por política, reconhecendo a sua importância e seus impactos na vida de toda população.