A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Não raro, os acontecimentos na sociedade brasileira têm fomentado debates acerca da participação política do jovem. Nesse viés, nota-se que se trata de uma situação que incide contemporaneamente e urge por melhorias. Tendo isso em vista, não só o voto facultativo, como também os políticos corruptos endossam a importância de se discutir a questão.

Em primeira análise, é relevante destacar que os adolescentes com 16 e 17 anos não são obrigados a votar e eles, acham na mídia um meio de protestar. Nesse âmbito, o Estatuto da Criança e Adolescente garante a facultatividade do voto destes em lei. Sob tal ótica, essa realidade destaca que o gosto pela política cada vez menos atinge esse grupo. Como conseguinte, o eleitorado fica gradativamente mais velho, levando os políticos na maioria das vezes darem preferência a atender atender os pedidos destes. Prova disso, segundo o IBGE a porcentagem de pessoas dessa idade que votaram em 2018 foi inferior a 25%.

Em segunda análise, é válido salientar que é alto o número de políticos envolvidos em caso de corrupção, o que gera uma descrença dos mais novos na política. Nessa perspectiva ,a história demonstra esse crime acontece desde o período colonial. Baseando-se nesse ponto de vista, é notório que a raiz do problema é estrutural, ou seja, está presente na base do Estado. Consequentemente, é difícil a realização de uma mudança, já que pra ela ocorrer é necessário que exista uma revolução, conforme estudado em sociologia. Tal fato pode ser comprovado pelo levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial, no qual o Brasil é o quarto país mais corrupto do mundo.

Como visto acima, é de suma importância que algumas atitudes sejam tomadas para resolver tal problemática. Por exemplo, é imperioso que o Ministério da Cidadania, demonstrem a importância dos adolescentes irem votar, por meio de propagandas, com o fito de aumentar a participação destes. Além disso, é interessante que os advogados de instituições privadas, em conjunto com advogados de ordem pública e o poder judiciário investiguem a fundo os casos de corrupção, por intermédio de reuniões e repasse de dados, com o fito de minimizar esse ato criminoso no país. Só assim, aumentará o número de eleitores jovens nas urnas.