A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2020

Durante os cinco primeiros meses de crescimento exponencial do Covid-19 no Brasil, muitos jovens se manifestaram em relação ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2020 para que houvessem mudanças nas datas de aplicação, levantando a hashtag “#AdiaEnem” em diversas redes sociais. Em seguida, foi aprovado pelo Senado um projeto de lei que prevê, em caso de reconhecimento de estado de calamidade, a prorrogação de provas e exames que permitem o acesso ao ensino superior. Logo, o adiamento do ENEM mostra uma conquista e a importância da voz política dos jovens no Brasil, que lutam constantemente para alcançar um lugar de fala.

Inegavelmente, a juventude brasileira vem demonstrando cada vez mais interesse na política nacional, analisando falas e posicionamentos através de diversos meios, bem como vídeos, jornais ou “posts”. Um bom exemplo de como isso ocorre são as milhares de visualizações que a youtuber e universitária Débora Aladim — que possui jovens como público alvo — recebe quando aborda temas voltados para política em suas publicações.

Além disso, com a participação “precoce” nesse meio, os jovens podem defender suas causas, evoluir e amadurecer pensamentos e ideias. Posteriormente tornando-se adultos situados e preparados para exercer o papel de cidadãos e constituir uma organização social melhor.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação integrar os atuais jovens ao meio político, dar ouvido e valorizar suas vozes, juntamente com o incentivo à educação política nas escolas por meio de aulas, palestras e debates, a fim de conscientizar desde muito cedo os brasileiros para a crescente cidadania.