A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2020

Na antiguidade clássica greco-romana, apenas os homens de posse e maiores que 21 anos poderiam participar da política, decidindo o futuro de toda pólis. Atualmente, cada cidadão passou a exercer o seu direito e, assim, pôde  participar da política, principalmente, os jovens brasileiros. No entanto, a banalização desse setor, por esse grupo, tornou-se frequente nas redes sociais e, somou-se a isso, a exclusão dos mesmos pelos adultos e idosos __ o que não deveria ocorrer num sociedade democrática.

Ao se examinar a composição “Que país é esse?”, da banda Legião Urbana, é possível observar o descaso político que há no Brasil através do trecho: “ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. De maneira análogo, desprende-se a banalização política que, vinculada com as redes sociais,  acompanha-se pelos jovens em debates eleitorais, os quais eles se despreocupam-se com o respeito e tolerância às diferentes opiniões, ao passo de usar palavras de baixo calão e ofensas, tanto aos presidentes/prefeitos, como aos grupos opositores. Assim, as manifestações políticas dos jovens passam a ridiculariza-los e perdem forças diante a sociedade, afastando-os, ainda mais, dos focos políticos.

Ademais, existe a exclusão dos jovens pelos adultos, sobretudo, na política e isso deve-se a ocorrência de esteriótipos sócio-culturais generalizados, os quais remete-os à insuficiência com seus papéis sociais e políticos. Porém, tal relação refere-se a uma concepção predefinida a respeitos de todos que fazem parte dessa classe, o que não é verídico, segundo o sociólogo Erving Goffman, como, por exemplo, as reivindicações estudantis durante o governo ditatorial, no Brasil, que nega esse preconceito. Deste modo, os direitos desses brasileiros, como trabalho, educação, profissionalização e voto, são parcialmente atingidos, discriminados e renegados pela população.

É necessário, portanto, que a participação política do jovem no Brasil seja exercida de forma responsável, afim de aproxima-los desse campo. Isso poderia ser efetivo através de palestras escolares, por meio da equipe docente, acerca da postura política e formal, que se deve ter em âmbitos virtuais, e a conscientização da tolerância partidária. Além disso, faz-se preciso o reconhecimento da população quanto a inclusão dos jovens nos quesitos que regem a sociedade, visto que eles também a compõem e, futuramente, podem presidi-la. Em vista disso, a mídia, em parceria financeira do governo, poderia divulgar propagandas que incentivasse tal inserção, por meio da instituição familiar, religiosa e outras. Assim, o corpo político tornar-se-ia parte da realidade de mais brasileiros.