A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/05/2020

Desde a Revolução Industrial, na Inglaterra, a sociedade humana tem evoluído de maneira exponencial em suas mais variadas camadas, seja social, políticas ou intelectual. Dessa forma, a participação política dos cidadão, em especial os jovens, ao redor do mundo tornou-se, cada vez mais, efetiva e eficaz. Entretanto, a realidade vista no Brasil se opõe, de maneira tênue, a essa realidade global, isso se da pelo fato de que a participação dos jovens na política contemporânea brasileira é limitada por alguns fatores, seja por falta de acesso à internet e informação, seja pela falta de incentivo educacional familiar. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para que esse lástima social seja revertida.

Em primeira análise, vale salientar que, segundo Pierre Lévy, toda evolução e tecnologia cria seus excluídos. Dessa forma, analisando a frase do pensador da área de ciência e tecnologia e relacionando-a com o tema, torna-se possível afirmar que um dos fatores que ainda limitam a participação política do eleitorado juvenil é, ironicamente, o avanço tecnológico. Por conseguinte, à medida em que as atividades sociais vão se tornando cada vez mais dependentes dos meios de comunicação, cria-se, de certa maneira, uma ferramenta de exclusão aqueles que carecem de acesso à informação, inviabilizando, portanto, sua participação no processo político nacional.

Ademais, outro fator que corrobora de forma significativa com a baixa participação do eleitorado juvenil na política brasileira é a cultura de não incentivo à participação, isto é, a ausência de educação política desde a base familiar. Segundo Platão, filósofo grego, o contato inicial que o indivíduo possui com a educação também molda a sua conduta ulterior. Com isso, as ações que muitas vezes são tomadas pelos jovens, possuem influencia de sua educação, permitindo, portanto, concluir que a baixa taxa de jovens imersos na política é reflexo de uma sociedade falha, onde a base familiar não pratica o exercício de incentivo à participação política e social, o que é um direito dos cidadão.

Portanto, em detrimento dos fatos supracitados, se faz importante a adoção de medidas pelas autoridades competentes, para que tal quadro possa ser revertido. Logo, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cidadania, devem criar projetos de caráter sociais, por meio de recursos oriundos da união, para a inclusão das partes da sociedade que não possuem acesso à informação, como a criação de salas públicas com internet e computadores em todas as escolas públicas do território nacional. Ademais, se faz importante, também, o papel familiar, atuando como incentivador participativo, por meio de diálogos ainda na menor idade, regados de informações e ensinamentos. Dessa forma, a participação dos jovens aumentará de maneira exponencial na política brasileira.