A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2020
A Constituição da República Federativa do Brasil, carta magna brasileira de 1988, assegura a todo cidadão o direito à participação e manifestação política. Todavia, na prática, é evidente a dificuldade da concretização desse princípio na realidade do Brasil contemporâneo quando se observa a questão da participação política dos jovens. Tal cenário ocorre, em especial, devido tanto à descrença na política como meio de mudança da sociedade quanto da falta de candidatos e de pautas que representem os anseios da juventude. Nisso posto, faz-se pertinente a reflexão desse contexto a fim de minimizar os empecilhos para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro instância, entende-se que de acordo com Noberto Bobbio, filósofo italiano, a dignidade é uma virtude que pertence ao ser humano, logo, o direito à participação eleitoral deve ser ofertado por parte do Estado. Porém, é incontestável que o poder público se faz ausente como responsável pelos direitos fundamentais, uma vez que não concede ações voltadas à uma maior inserção dos jovens nos atuais quadros parlamentares, que suscitar, por conseguinte, em um maior distanciamento e desinteresse deles em uma postura mais ativa politicamente. Portanto, é visível a inobservância governamental para sanar essa problemática.
Além disso, vale ressaltar que de acordo com o filósofo Michael Foucault em a " Microfísica do Poder", as diferentes instituições sociais exercem uma relação de dominação para com o indivíduo. Sob essa análise, é notável que a descrença na mobilização política como meio de mudança da sociedade tem como principal justificativa o impacto que a corrupção vem causando na imagem das instituições públicas, o que acaba levando a um posicionamento de repúdio por parte da juventude em relação a política. Nesse sentido, esse infortúnio é legitimado pela omissão de campanhas que conscientize os jovens eleitores da importância da participação direta ou indiretamente na política brasileira.
Dessa forma, medidas exequíveis são necessários para ampliar a participação política dos jovens no país. Primeiramente, cabe ao Poder Legislativo, por meio de debates entre congressistas, discutir que a melhor maneira de garantir-se o bem-estar social, é pela maior divulgação de campanhas de conscientização da participação política nas escolas e universidades, com a finalidade de aumentar o engajamento de jovens na política do dia a dia. Além disso, cabe ao Poder Executivo, junto ao TSE, propor um projeto de emenda constitucional, que é importante para avanços da legislação para o aumento de cotas partidárias para candidatos mais jovens, afim de facilitar a integração da juventude no cenário político. Assim, o Brasil se tornará mais justo e coeso, aproximando-se de um bem-estar social e de uma aplicação mais eficaz das leis vigentes na carta magna brasileira.