A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2020
Arkadi Makaróvitch Dolgorúki, ilustre personagem do romance de Fiódor Dostoiévski, ilustra evidentemente a situação do jovem quando inserido no meio político e social. Através da narrativa de seu livro “O Adolescente”, Arkadi é introduzido em inúmeras peripécias e dentre elas, uma das mais importantes, é sua inclusão a um dos debates políticos, através de seus compatriotas para discutirem a situação da Rússia do século XIX.
É inevitável dizer que o espírito de Arkadi Makaróvitch continua intacto e ainda constante na razão dos adolescentes do mundo inteiro, principalmente os jovens brasileiros. Outrora tal fato é visualizado, ainda em seu romance, pela ansiedade do jovem em descobrir suas origens de nascimento juntamente com a indução ao questionamento do mundo. Um exemplo atual em que se torna evidente a participação do jovem as questões políticas se dá primeiramente através da escola, com a criação dos grêmios estudantis. Através dos grêmios estudantis os jovens participam ativamente das questões escolares que envolvem a funcionalidade de sua instituição e nele debatem possíveis propostas de intervenção que possam permitir um melhor local de convívio em sociedade.
Um outro exemplo presente na vida dos jovens que interferem as suas atividades políticas são as aulas de História, Filosofia, Sociologia e Geografia. O ensino dessas matérias permite com que o adolescente seja constantemente inserido em ambientes aos quais seja possível aprender e criticar as atualidades.
Nesse caso, é importante o dever de salientar a importância as quais possuem as instituições escolares na vida do jovem adolescente e, para instigá-los a vida política é necessário que tais instituições escolares possam oferecer constantemente incentivos para estimular esse espírito “Arkadiano”. Esses incentivos podem ocorrer através da criação de pequenas instituições escolares como grêmios ou até mesmo espaços para pequenos debates políticos nas aulas de Ciências Humanas, de maneira a criticar a contemporaneidade.