A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Na década de 80, no Brasil, o movimento “Diretas Já” mobilizou milhões de jovens e adultos em passeatas em prol de reivindicações por eleições presidenciais diretas. Hodiernamente, a maioria dos jovens brasileiros são desconexos da situação e participação política porque julgam desimportante. Ora, o desinteresse e a falta de estímulos aparecem como foco causativo da problemática, ocasionando, portanto, a deficiência da participação política dos jovens.

Tal conjuntura deve-se ao fato de haver pouco interesse dos jovens na política brasileira, logo deixando-a de lado. O artigo sexto da Constituição Federal do Brasil consagra que todo poder emana do povo, porém, o povo, sobretudo, jovens, apresentam-se estagnados quanto a política local. Dessa forma, a própria democracia vai ficando fragilizada, bem como entende-se na música “Vai Passar”, de Chico Buarque, ao dizer que um país fica suscetível à subtrações quando não há uma atenção devida no que se refere à administração governamental.

Consequentemente, observa-se a falta de estímulo causado pela exaustiva grade curricular escolar em que a maioria das escolas adotam, dessa forma, o jovem tende a apartar-se daquilo que não se enquadra nas disciplinas escolares, como por exemplo, a política. Desse modo, faz-se importante a busca de um currículo integrado em que os jovens vão além dos conhecimentos desconectados, para um saber que leva à autonomia e ao resgate da participação política do jovem brasileiros.

Observa-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Cidadania, deve propor a inserção de aulas no ensino fundamental dois e médio, de políticas do Brasil e da própria gestão escolar, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Os alunos poderão criar projetos para a melhoria do ambiente escolar. O Corpo Docente será responsável por avaliar e promover esses projetos, o Corpo discente, por sua vez, terá também a função de votar. Dessa forma, os jovens terão mais interesse nos assuntos políticos extramuros. E, com isso, estimular a construção de uma consciência crítica e emancipadora no que tange às questões sociais e políticas no Brasil contemporâneo.