A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/05/2020
A história do Brasil é marcada por inúmeros movimentos políticos e sociais, dentre eles o movimento “Os caras-pintadas”, por exemplo, que ocorreu em 1992 e foi composto em sua maioria por jovens estudantes. Contudo, hodiernamente, embora o advento da internet possibilite maior realização de debates a participação dos jovens brasileiros ainda não é efetiva devido à falta de incentivo à reflexão e questionamentos sociais, mas também à desigualdade no que tange ao acesso as redes de internet.
Segundo Aristóteles, o homem é um animal politico,ou seja, tem a necessidade de viver em sociedade e por isso deve se responsabilizar pelos assuntos da polis. Dessa forma, os jovens, principalmente, devem ser estimulados a desenvolver o seu senso crítico, para que possam participar efetivamente do corpo social. Porém, na sociedade brasileira as principais instituições sociais que os jovens integram, família e escola, acabam não estimulando o caráter questionador desses, mas apenas um caráter alienado pautado na repetição de ideias. Esses indivíduos, consequentemente, acabam se tornando apenas um elemento de manipulação das massas por não conhecerem os seus direitos.
Ademais, a internet tem tido papel fundamental ao possibilitar a democratização do conhecimento e uma série de debates políticos e sociais, o que corrobora a instigar os jovens a analisar a realidade em que vivem e, portanto, a questionar a situação política do país. Porém a distribuição da internet no Brasil é heterogênea e há diversos indivíduos excluídos do acesso as redes, os quais não conseguem visualizar às informações vinculadas e acabam alheios aos assuntos disseminados.
Dessa forma, percebe-se que a participação política dos jovens brasileiros não é efetiva. Logo, faz-se necessário que o Ministério da educação faça pautas que visem uma maior discussão política nas escolas, além de que o Estado possibilite, através de incentivos fiscais, que empresas de internet se instalem em locais marginalizados das redes. Dessa forma, os jovens poderão participar de forma ativa da politica brasileira contemporânea.